Serigrafia Sign 2015

Sou um blogueiro amador sim, porque amo o que faço.Particularmente não vejo a Serigrafia sign como sendo uma feira exclusiva para nosso mercado, como a EXPOPRINT, porém a impressão digital estava presente, com nossas UV’s, solventes e látex, eu tive a oportunidade de ir apenas no dia de seu fechamento, na sexta-feira dia 24, e talvez por isso não tenha me agradado tanto, pois já eram mais de 18hs quando consegui chegar, São Paulo na sexta-feira é definitivamente complicado, mas isso é apenas um adendo insignificante, a verdade é que eu me apresentava nos stands como blogueiro, e que escrevia desde 2011 sobre impressão UV, então simplesmente não me atendiam com atenção (não todos, mas infelizmente a maioria), afinal eu não estava com traje social e uma mala de dinheiro escrito: “tenho R$ 500.000,00 para investir”, então na real me trataram verdadeiramente mais como uma mosca daquelas que não vale a pena nem matar, só espantar rapidamente, não que eu seja melhor que isso rs, bem, os “vendedores” não me forneceram muito material e quando eu questionava se havia alguém capaz de me fornecer algum material mais bem preparado, recebi várias respostas padrões: “entra em nosso site que lá você vai encontrar todas as informações”, sério isso me brochou demais, eu queria trazer conteúdo significante para os meus leitores, e não ficar aqui reclamando da pouca atenção que recebi, porém o que mais me deixou sem entender bem esta atitude foi o despreparo do mercado para lidar com as redes sociais, aqui eu representado por este blog, afinal hoje em dia quem vai comprar uma máquina de R$ 200.000,00 sem antes pesquisar na internet o que falam desta máquina? Esses representantes não merecem nem sequer serem citados aqui, afinal o que eu queria era informação para os que não foram ou até mesmo não conseguiram acompanhar tudo e deixaram esse ou aquele detalhe de fora, mas não deram nenhum valor a isso. Eu hoje sou um blogueiro amador, simplesmente porque eu amo sobre o que eu escrevo, é uma pena encontrar vendedores mercenários como os que eu tive que lidar por lá. Se você fornecedor ou fabricante quiser que eu fale sobre seu equipamento, claro, de forma independente, por favor envie seu email para fabioyagui@gmail.com. atenderei vocês com o maior prazer.

Acho que meus leitores merecem mais respeito, afinal, nesta crise em que hoje vivemos, sabemos bem que na hora de vender uma máquina “cara” eles são super atenciosos, mas garanto que existem muitos casos em que quando o equipamento quebra ou apresenta algum defeito, esses mesmos “caras” somem do mapa e jamais assumem a responsabilidade, culpam o técnico, o fabricante, o sinal do celular que não está muito bem, ou até o presidente do Brasil que deixou o dolar ficar extremamente caro e por isso não poderá dar a manutenção sem custo. Minha opinião foi dada, e acredito que no intuito de ajudar a todos, que das próximas vezes, respeitem mais vocês meus amigos, pois foi por vocês que estava lá.

A feira em si não apresentou muitas novidades, eu participei da Expoprint em 2011, antes de me mudar para o Japão, e sinto que quase não havia mudanças ou tecnologias novas, a verdade é que eu acho que o mercado não está investindo tanto assim em pesquisas para máquinas e tecnologias novas, a maioria das máquinas só foi atualizada, enquanto outras marcas sem muita expressão surgiram oferecendo a mesma coisa por um preço menor, isso não é um fator totalmente negativo, porque a atualização das máquinas sinaliza a busca por feedbacks para que erros sejam corrigidos, o problema é que essas correções são feitas em sua maioria apenas para os equipamentos novos, quem já adquiriu anteriormente não recebe essas correções, e quem compra uma impressora agora, recebe uma máquina que sofreu não mais que um facelift sem muita novidade.

Visitei Serilon, Akad, ampla, mimaki, canon Sid Sign, Sign Supli, epson, digigraf, alphaprint, HP e Suprimarketing, deve ter tido alguma outra que esqueci de citar, mas como eu sou apenas um curioso e não um profissional de jornalismo (me desculpem, eu esqueci!).

O Stand que mais me chamou atenção foi o da Roland, rolandpois não sabia que eles tinham UV, e fiquei muito feliz de ver que a UV deles tem opção de verniz UV localizado, inclusive com possibilidade de texturas, imprime até 13mm de espessura e para imprimir o verniz, primeiro é feito a impressão comum, depois o material retorna automaticamente ao ponto zero, o efeito é realmente muito legal, foi muito interessante, ficaram devendo uma amostra mais interessantes para mim mostrar aqui,vernizlocalizado mas tudo bem, e quando trabalhei com a HP FB500    era justamente isso que nos faltava, falando em HP ela sofreu uma atualização em sua linha da FB 500, e agora foi lançada a FB550 com velocidade de impressão de até 38,9 metros quadrados por hora, destaque para a espessura de até 64 mm, imprime uma porta facilmente, A Vutek trouxe este ano a GS2000Lx que oferece impressionantes ( sacou? impressionantes? bah, droga de trocadilho) 186 metros quadrados na velocidade máxima (isso equivale a 45 placas de 1,2 x 2,4m POR HORA, é muita coisa, estão de parabéns) em espessura de até 5,08 cm em até 10 cores ( CMYK + Lc + Lm + Ly + Lk + W,W) ou Fast-5, além disso oferece impressão tanto em material rígido como em flexível com rebobinagem automática, o que facilita muito a vida, o que me agradou muito foi ver a utilização do LED que reduz o consumo de energia em até 80% o que hoje representa MUITA coisa para quem está procurando diminuir custos. No mais criarei posts do material que eu peguei por lá e postarei separado falando de cada marca.

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VUTEk GS2000Lx – Gostaria muito de fazer um review e testar esta MÁQUINA.

5 Pontos Negativos na impressão UV

Bom dia leitores, o tema de hoje é um post pra complementar a série que iniciei sobre Pontos Positivos, porém agora ao contrário, veremos 5 pontos NEGATIVOS da impressão UV comparado a algum outro processo. Sob o meu ponto de vista, claro que aqui caberia um belo debate, e estou ansioso por iniciá-lo.

5 – Baixa Produção – Sim pessoal, vocês leram certo, se há um leque de possibilidades, essas possibilidades podem sim virar uma dor de cabeça se não for bem gerenciado, pois quando você abre um nicho de produtos, talvez a palavra “nicho” não se refira a um mercado muito grande, e tenho experiência em afirmar que esta operação de produtos impressos em materiais rígidos é muito caro para ficar parado pela falta de demanda.

4 – Manutenção – Outro grande problemas vivido neste mercado é justamente a manutenção, pois se há uma demanda grande é necessário o acompanhamento técnico, porém com os custos absorvidos pelo (bom!) excesso de trabalho, só que há um detalhe grande aqui neste tópico, pois então podemos afirmar que, se não há trabalho não há manutenção? Claro, que NÃO, e muito pior, pois esse desgaste ocorre de uma forma ainda mais acentuada se o equipamento ficar parado, com o perigo de entupimento de cabeças de impressão até mesmo um estrago total dessas cabeças se a tinta não fizer seu trabalho de lubrificação, existem casos que as fabricantes solicitam até mesmo que não se desligue a máquina para evitar estes problemas. que podemos fazer a ponte até o próximo tópico que é…

3 – Custo – CUSTO é uma palavra forte nestes tempos onde devemos buscar por economia, e deixar a máquina ligada expurgando tinta é uma maneira não muito legal de queimar o dinheiro, pois nem vemos a tinta saindo, já o espetáculo do fogo consumindo a nota é bem mais bonito ( ou não ). Manter uma operação de impressão UV requer um bom estudo de mercado, e há de se pensar em beber de vários mercados que não apenas a comunicação visual. Pois a tinta é cara, se gasta muita, repito, muita energia elétrica pois as lâmpadas UV’s são muito pontentes e o equipamento também requer um bom espaço físico o que torna o aluguel mais caro.

2 – Tiragem alta – Pode parecer a mesma coisa, porém apenas “PARECE” que estou me contradizendo, porém baixa produção me refiro a quantidade de pedidos para se imprimir em UV e o paradoxo da tiragem alta já tem haver com a quantidade de por exemplo 1000 placas de um único serviço, não quer dizer necessariamente que isto é ruim, porém um pedido muito grande irá bloquear a impressora para um único cliente por muito tempo, atrasando outras demandas de outros clientes, o trabalho para UV afirmo que deve ter valor agregado pela qualidade e exclusividade, mas quantidade não me parece um fator chamativo para este setor, no caso de 1 máquina apenas, a não ser é claro, que um único cliente seja lucrativo, mas isso é caso-a-caso claro.

1 – Velocidade – E para fechar relacionando o tópico anterior, esta velocidade se refere a produção em si, no bloqueio que podemos viver ao atender um pedido muito grande de várias chapas, de um serviço que poderia ser feito de outra maneira, imprimir diretamente no substrato apenas deve ser feito se realmente compensar, pois lembro de ter passado finais de semana inteiros ( sábados e domingos inteiros ) imprimindo em placas com uma velocidade de impressão lenta se comparado ao que poderia ter feito em uma impressora solvente em adesivo, neste caso a impressora mesmo em sua maior rapidez, não chega nem perto da solvente, e o tempo de acerto ( era uma placa frente e verso ) era muito demorado já que precisava ter um bom encaixe e as placas como vocês sabem não vem necessariamente em medidas perfeitas. perdia uns 5 à 10 minutos para limpar, alinhar, calibrar isso é claro, em CADA CHAPA, por isso posso afirmar que estude bem a produção e valores, use as ferramentas adequadas para não se perder achando que impressão UV é tão rápido porque as lâmpadas secam o material instantâneamente. isso é mito, Cada tipo de produção deve obedecer a que foi destinada, e utilizando com criatividade e improviso é possível fazer um ótimo uso das máquinas, mas não bata em prego com a chave de fenda se você tem um martelo.

5 Pontos Positivos na UV

Neste post gostaria de citar 5 pontos positivos na impressão UV.

5 – Elimina o risco de perder material impresso na aplicação ou preparação – Imprimindo diretamente no substrato rígido eliminamos o risco de imprimimos com uma solvente no adesivo, aí temos a primeira secagem, aplica-se o verniz, espera o material secar novamente, e somente após estes passos e a aplicação na placa é que teremos o trabalho finalizado, sabemos (muito bem) que em qualquer destes vários passos podem ocorrer erros e perda de material, já na UV  o maior cuidado é na calibragem correta e na limpeza pré-impressão, porque após impresso é só o refile. E estará pronto.

4- Há um ganho de desempenho em velocidade – Ainda ligado ao tema acima, o ganho em velocidade de finalização do material é muito perceptível, e a concentração da mão de obra entre impressão e pedido finalizado é reduzida a praticamente 2 ou mesmo 1 único profissional.

3- Diversidade de materiais – Essa é sem dúvida um ponto positivo muito, muito bom para as impressoras UVs, pois é possível imprimir em qualquer superfície, Policarbonato, Poliestireno, acrílico, vidro, pano, adesivo, madeira, cds, camisetas, azulejos, papéis e muito mais, eu mesmo  já imprimi em todos estes materiais produzindo uma gama de produtos bem diferenciadas, e em relação a impressora Solvente, não tem comparação de possibilidades.

2 – Quantidade – Em relação a pequenas tiragens é uma ótima opção para personalizar ou criar bonecos de produtos, já utilizei para imprimir facas e testar se os cortes para uma caixa estava realmente certa, o que nos pode trazer segurança de que naquele material específico ficará realmente ok, ou fazer por exemplo 5 cartazes em um formato inatingível numa impressora digital qualquer, ou imprimir apenas 1 tiragem de alguma impressão grande.

1- Qualidade – Nas impressoras em que trabalhei, a rapidez em obter uma impressão de excelente qualidade, não deixava nada a desejar se comparado com uma solvente comum, com a vantagem do material já sair instantâneamente seco, rápido, prático e bonito. Não precisa ficar deixando material secar, esticando ao máximo o adesivo aberto para secar, entre todos os outros macetes (gatos) que aprendemos no decorrer de nossos dias.

Reprintando

Olá Mundo!

estou voltando ao Blog após 3 anos de Japão, voltando ao mercado de Impressão UV coincidentemente (?) e este blogueiro que vos escreve deve pedir desculpas por abandoná-los, afinal este projeto mesmo que completamente parado, ainda rendeu algumas consultorias via emails para alguns leitores que estavam com dúvidas sobre equipamentos e qualidades, aliás se você leitor, precisar de qualquer informação que estiver ao meu alcance, pode mandar sua questão, sugestão que, farei de tudo ( na medida do possível ) para responder, antes gostaria de saudá-los novamente, agradecer por estar aqui lendo este humilde blogueiro e dizer que gostaria de assumir um compromisso de trazer bastante novidades para vocês. Sejam todos bem vindos.

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Eu, minha Filha Sophia e o Hachi.

Foi uma época de muito aprendizado, não pude aprender nada sobre UV’s lá, mas agora vou correr atrás do prejuízo.

Um Grande abraço.

Fabio,

Como é feito a CURA UV? e como imprimir sem brilho e com brilho.

  As impressoras UV geralmente seguem este layout. Na figura vemos que na primeira passada, da esquerda para a direita o frame A de Luz UV passa fechado, logo em seguida a tinta e o frame B passa aberto, já na volta (caso o modo de impressão este em BIDIRECIONAL, ou seja, imprime indo e imprime voltando), o Frame B passa fechado, em seguida a tinta, e finalmente o Frame A passa aberto secando a tinta que acabou de cair.

Este é um infografico basico de como é feito a cura da tinta uv.

Após aprender bem este conceito, é possível configurar a impressora para que a impressão fique fosca, ou mais brilhante, para a impressão ficar brilhante é necessário um conjunto de configurações para retardar a passagem da luz uv sobre a tinta que acabou de cair, geralmente de 0,5 s a 2 s, deixando assim que ela se espalhe um pouco mais sobre o substrato, isso faz com que a gota de tinta seja seca numa posição diferente da que se ela não tivesse tempo para espalhar se o retardo fosse zero segundo, e isso dá um aspecto mais brilhante,para a impressão ficar fosca, não deve haver retardo na passagem da luz UV. Segue outra imagem para ilustrar melhor isto.

PS.  Meus primeiros post serão mais simples e irie aos poucos apronfundando o conteúdo deixando ele ao mesmo tempo simples e técnico.

Um abraço e até a próxima.

Características Gerais das UV´s

Impressora UV da AGFA

Impressora UV da AGFA

A AGFA possui em seus produtos a AnapurnaM4F que é sua impressora de entrada ( a mais barata ) que é uma excelente plotter. As características principais estão no link acima, mas o que vale ressaltar é que ela imprime até 4,5 cm de espessura (altura) por 1,58 m de largura, o comprimento depende apenas da limitação do seu substrato, e a qualidade de impressão dela é de até 720×1440 dpi, com ela eu aprendi muito sobre técnicas de impressão, que é o principal fator para se conseguir fazer qualquer tipo de trabalho, por exemplo, era possível imprimir até mesmo camisetas ou chinelos havaianas. Pois se o cliente levar para você o material que ele quer que você imprima, e por conseguinte este material não estiver em tão boas condições, você terá que identificar todos os possíveis problemas que irão impossibilitar a impressão e estudar como amenizar esses problemas, mas isso é um outro capítulo mais para frente.

Impressora UV da HP

Impressora UV da HP

Já com a HP eu conheci o modelo FB500, que possui um menu em tela touchscreen, e ferramentas para automação de várias cópias muito inteligente, uma grande vantagem dele é que a altura do substrato pode chegar até a 64 mm e a velocidade de impressão é superior a da AGFA pois a qualidade de impressão dela é de 1200×600, com ela eu aprimorei bastante o meu senso de criar técnicas para impressões, afinal já tinha bastante conhecimento técnico.

Nos próximos posts eu vou destrinchar e explicar um pouco da tecnologia geral de impressão UV, além de apontar os prós e contras destes 2 equipamentos citados aqui.

Impressão UV.

Hoje em dia está se popularizando as plotters de impressão UV. Com isso o leque de possibilidades está apenas se abrindo aqui no Brasil. E informações sobre esse tipo de tecnologia ainda é difícil de se encontrar. Literatura específica então, pode esquecer, com isso gostaria de alinhar o meu gosto por escrever, e destrinchar assim conceitos deste tema que ainda tem muito a se desenvolver e ganhar cada vez mais espaço no mundo da comunicação e impressão digital.

No Brasil já existem diversas marcas que oferecem esse tipo de máquina, eu particularmente já utilizei 2 modelos, cada um com seu ponto forte e ponto fraco, mas os 2 cumprindo muito bem o seu papel, que é transferir com qualidade as informações digitais, sejam elas imagens ou mensagens, para o substrato que desejamos. As marcas que utilizei foram a AGFA, e a HP. 

 

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